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Médicos param por falta de pagamento

Hilário Gomes (sexta-feira) e o jornal O Diário(sábado) trouxeram à tona mais uma triste história da saúde pública sarandiense. Médicos plantonistas – não concursados – que estariam sem receber seus vencimentos há dois meses anunciaram uma paralisação no atendimento, especilamente no pronto atendimento (pronto socorro).

O combalido serviço prestado no PA, deve receber contornos ainda mais dramáticos nos próximos dias, caso a administração Carlos de Paula não encontre uma solução a curtíssimo prazo para o impasse.

Até agora, nem o prefeito nem o secretário de saúde se pronunciaram sobre o problema, mas um dos integrantes da assessoria de comunicação da prefeitura nega que a paralização tenha afetado as unidades básicas de saúde.

Falta de repasse não está na pauta do CMDCA

O Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente se reúne no próximo dia 07/04 (quarta-feira) em reunião ordinária às 8h30 na câmara de vereadores. O curioso é que mesmo diante a crise causada pela falta de repasse de dinheiro público às entidades, o assunto não está previsto para ser debatido, vale lembrar que o corte atinge principalmente as crianças e os adolescentes sarandienses.

Por outro lado, a Ação Integrada de Força Unificada(AIFU) – que antes era Ação Integrada de Fiscalização Urbana – é um dos temas do encontro. A medida é polêmica e foi praticamente extinta em 2009 com a saída de Spada, quando era vereador, o atual prefeito chegou a declarar que era contra a fiscalização, pois na ótica dele prejudicava pequenos comerciantes que, por sinal, se encontravam irregulares junto ao fisco municipal. Abaixo segue a pauta da reunião:

  1. Leitura da ata da reunião anterior;
  2. AIFU (Ação Integrada de Força Unificada);
  3. SIPIA – Conselho Tutelar;
  4. Programa Atitude;
  5. Abrigo Municipal:
  6. Informes.

Crise no atendimento social

As entidades não governamentais de Sarandi informaram aos pais e responsáveis que o atendimento feito gratuitamente a crianças e adolescentes pode ser suspenso a partir de abril, o motivo é a de recursos, principalmente por que elas estão a quatro meses sem receber o repasse da prefeitura.

Em entrevista a rádio Banda 1 AM, o prefeito Carlos de Paula disse que o atraso é por causa do entendimento do Tribunal de Contas que resolveu inserir no índice da folha de pagamento da prefeitura todos os técnicos contratados pelas entidades conveniadas com o executivo. Apesar da surpresa do prefeito, o TC tem esta posição faz alguns anos, mas só agora resolveu aplicar a norma.

A situação é delicada e, apesar do desejo manifesto do prefeito de continuar com os convênios, o departamento jurídico da prefeitura não deu uma solução definitiva para o caso e a proposta de celebrar um acordo parcial que exclui o pagamento de pessoal não foi aceita pelas entidades. A câmara foi convocada a participar das negociações e espera-se uma solução para os próximos dias, do contrário, esta crise pode forçar entidades como a APMI a cobrar pelo atendimento. O que seria no mínimo contraditório, uma vez que em tese, os atendidos precisam de ajuda e não o contrário.