A nomeação do vereador Luiz Carlos Aguiar como chefe de gabinete do prefeito de Sarandi deve acontecer esta semana e suscitará algumas dúvidas da época da cassação de Martini. Obviamente o problema não reside na capacidade do edil em exercer o cargo, mas sim nas circunstância em que ela acontece.

Primeiro vale dizer que o ato do prefeito é de fato legal, mas da minha janela, penso que é imoral por acomodar um parente num esfera importante do poder depois de não conseguir contratá-lo no executivo. Deste modo Carlos de Paula(PDT) dá um “drible” na recomendação de não contratar parentes para funcões públicas feita pelo Ministério Público e “nomeia” Airton Machado(PMDB), numa espécie de nepotismo cruzado, como vereador.

O segundo e mais “inigmático” motivo é a saia justa em que ficará a câmara, pois a nomeação do presidente da comissão processante para um cargo tão próximo do prefeito abre espaço para questionamentos sobre o real motivo que levou os edis (ou parte deles) a cassarem Milton Martini(PP).

A manobra cria também uma espécie de 11º vereador, por que Aguiar continuaria recebendo o subsídio maior  e o sarandiense terá que arcar com mais esse custo*.

Por fim, gera um “nó” político no equilíbrio de forças do cenário eleitoral de 2012, uma vez que tanto Aguiar(PPS) quanto Machado(PMDB) foram eleitos pela chapa encabeçada por Valter Volpato(PSDB), anunciado por muitos como o virtual prefeito da cidade após o próximo pleito. O sinal vermelho deve estar acesso no ninho tucando.

O que parece claro é que depois de um mês da posse do atual prefeito, os acordos feitos na silêncio espúrio dos últimos dias da gestão Martini começam a se tornar público agora, mesmo que as partes neguem até a morte.

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