O governo Martini(PP) tinha tudo para dar errado, e deu. A coalização dos grupos de Martini e Bifon, este último capitaneado pelo vice-prefeito Carlos de Paula, formada com o intuíto de derrubar o PT nas eleições de 2008, se revela agora um emaranhado de interesses espúrios que colocam em xeque a já combalida capacidade administrativa da cidade. Em apenas 14 meses, esta receita de sucesso eleitoral produziu um governo desastroso.
Da minha janela, destaco pelo menos quatro atos que merecem especial análise para entender a difícil situação que se encontra o governo dos “progressistas” neste momento. Obviamente o que você lerá abaixo é uma síntese carente de conclusão, até por que aguarda o desfecho, pode ter ser analisada também sob outros prismas e, possivelmente, receberá no futuro o recheio de detalhes ainda ocultos nos bastidores, mas serve como uma reflexão ou contribuição para “ler” o momento.
Desgoverno
A impopular nomeação de “forasteiros”, a contratação de pessoas incapazes de gerenciar a máquina pública e o loteamento político dos “cargos de confiança” foram determinantes para o fracasso operacional do governo. Pouca coisa funcionou neste período e setores que “teimavam” apresentar resultados foram direta ou indiretamente contaminados pelo desgoverno que tomou conta da prefeitura. Enquanto a cidade padecia, o governo sequer conseguia realizar investimentos em que o dinheiro já estavam na conta. Martini se omitiu e manteve no cargo pessoas desgastadas e que não apresentaram resultados. A ausência de políticas publicas em todos os setores fez com que o desgoverno encontrasse um terreno fértiu para se instalar.
A disputa do poder
O loteamento político abriu caminho para o segundo ato, a intensa e voraz disputa dentro do governo. Ss diferenças entre os grupos abarcados no governo do PP apareceram de várias maneiras; intrigas, luta por poder e cobranças por benefícios pessoais, leia-se promessas privadas de campanha, tomaram conta da pauta. Martini não teve habilidade para suportar a pressão e as constantes “viagens” colocaram em xeque a liderança do prefeito. Estava aberto o caminho para rachas internos e a graves denúncias. O antigo chefe de gabinete do prefeito chegou a declarar a imprensa que tinha gente dentro da prefeitura querendo derrubá-lo, um retato do apocalípse. Era cobra engolindo cobra nos “porões” da prefeitura.
Justiça apura denúncias
O caos já corroia o governo de dentro pra fora quando uma enxurrada de graves denúncias contra a gestão de Martini começaram vir a público. Na média, um inquérito por semana foi instaurado contra a prefeitura em 2009. O ministério público apertou o cerco e fez diligências em vários órgãos municipais para apreender documentos públicos, objetivando reunir provas que comprovassem ou não as denúncias.
A crise interna se agravava quando o Carlos de Paula rompeu publicamente com Martini, o vice-prefeito teve assessores e aliados exonerados e deixou a secreteria de Planejamento, cujo era titular desde a posse. Começava o calvário político do prefeito.
Enfraquecimento Político
O escândalo que envolveu o chefe de gabinete Ailson Machado foi o estopim que detonou a já enfraquecida força política do prefeito, com isso, a câmara conseguiu instaurar uma comissão processante para investigar supostas irregularidades na gestão do PP. O processo paralelo ao da justiça coloca Martini dinate de um julgamento político e seu cargo passa a correr risco.
Celso Martini, ex-prefeito de Marialva, derrotado nas eleições de 2008 naquela cidade e irmão do prefeito é acionado. Daí por diante o que se viu foi uma série de manobras políticas e administrativa para salvar o mandato de Marini, até agora todas em vão. O poder dado a Celso é tanto que ele recebe o apelido de “primeiro ministro”.
Em dezembro Martini entra para história ao ser o primeiro prefeito da cidade afastado do cargo pela justiça. Acusado de interferir nas investigações e de ameaçar servidores públicos, ele recorre da decisão judicial e retorna a prefeitura na véspera de natal.
Com uma defesa frágil e inconsistente, Martini saiu derrotado da comissão processante que, por sua vez, indicou a cassação do prefeito e o desfecho desta história teremos na próxima segunda-feira(01).

Rogério está de bom tamanho para debater-mos amanhã no programa.Talvez fôsse impotante um bom pitáco sobre a situação do De Paula neste cenário em a população ou se quiser a cidadania sai fortalecida,além é claro,de um meio de comunicação como a banda1…Creio que esse senhor, não só terá o desafio de fazer a máquina andar, como terá uma Câmara que sairá muito fortalecida que exigirá, não só abilidade na relação,bem como credibilidade e capacidade de governar.
Creeio ser este, um súper senário que é, na verdade, uma avenida no amadurecimento e passagem a tão sonhada e a duras penas pouco a pouco construida democracia participativa.
Quando o Cido nomeou você como cargo de confiança, não tinha blog, nem esse comportamento e atitudes? Porque ficou assim agora.
Além do mais no governo do seu PT, também estava cheio de forasteiros, não sei te especificar nomes, mais tinha um cara do Rio grande do Sul, tinha gente de Maringá, tinha gente de outras regiões do estado e até gente de Ataláia. Naõ utilize o argumento de que eram “forasteiros”, mas com capacidade técnica e competência para administrar, porque se foram capazes, não teriam saído ou mesmo alguns que sairam por conta para tomar outros rumos na vida.
Isso é uma mentira também Rogério? Ou estou enganado?
A concorrência para ganhar dinheiro fácil na prefeitura como CC é uma forma de se manter empregado por muito tempo e com um bom salário, por isso voceis querem ver o prefeito fora, pois a chance de se tornar mais um convidado como o gotardo se torna maior.
Quanto a sua primeira pergunta, se tu conhecesse de fato minha história dentro do PT saberia muito bem qual é a minha postura, tanto dentro do governo do PT quanto agora no governo do PP.
Quanto a questão dos forasteiro, mesmo com alguns equívocos, em linha geral tu tem razão. Penso que é uma bobagem classificar a capacidade das pessoas pelo lugar onde elas moram, entretando, se existe um governo que não poderia trazer tanta gente de fora esse governo é o de Milton Martini, pois passou oito anos criticando esta prática e ao assumir a prefeitura fez a mesma coisa e com gente incompetente. Por isso este aspecto deve ser levado em consideração na atual conjuntura. Ao contrário de você, eu sei dizer o nome de todos que vieram de fora durante a gestão Spada e posso opinar sobre aqueles que deram certo, os que só se aproveitaram da cidade e os que ainda vivem na cidade e apostam numa cidade melhor. Quanto os atuais forasteiros, o que podemos dizer sobre eles?
Quanto história de dinheiro fácil, o exemplo pode valer pra você, para mim não, pois quando trabalhei na prefeitura minha jornada de trabalho era bem maior de que 8 horas diárias e abri mão de muita coisa para de alguma forma servir minha cidade, do ponto de vista financeiro e profissional estou muito mais realizado hoje e não faria parte de um governo do PP nem por um salário vitalício. Hoje sequer considero uma proposta para trabalhar num órgão público, seja ele administrado por qualquer sigla e estou muito feliz assim.
Por fim, esta possivelmente é a última vez que “converso” anonimamente contigo. Primeiro por que como você mesmo revelou não ter “interesse em dizer nome e muito menos e-mail, pois não tenho interesse nenhum em debater com você, pois tenho mais interesses pessoais a resolver do que problemas de uma cidade atrasada como Sarandi.” Penso que tudo que vier daqui pra frente será improdutivo, além do mais, não me sinto a sua altura para debater nada, já que tu se julga um ser tão superior, ao ponto de afirmar que conhece “muito mais de informática, política, econômia, Sarandi, Paraná, Brasil do que imagina. Não sou um cara limitado a prefeitura e a cidade de Sarandi.” Fiquei com medo de você. Adeus!!!