O “filme” dramático do problema de água parece voltar à tona em Sarandi. É bem verdade que não temos uma crise generalizada de falta d’água na cidade, apesar do desabastecimento em pontos localizados, mas existem indícios de que a autarquia de águas está em franco processo de sucateamento. A entrevista do diretor da SAMAE Valter Bossa é reveladora neste sentido.
Já venho dizendo aqui neste blog que existem coisas erradas na autarquia desde 2008 e 2009, como por exemplo, a ausência de leituristas, a falta de corte no fornecimento de água de que se encontra inandimplentes e, rescentemente, a perseguição aos moradores do Jd. Universal por terem reclamado da falta de água.
Agora vem a público que Sarandi está inadimplente desde janeiro de 2009 com suas contribuições com o SAMAE e que a autarquia manifestou por escrito o desejo de deixar o consórcio. Isto já não teria ocorrido por que ainda não houve a autorização da câmara para tal ato.
Entras as consequências de uma eventual desfiliação da autarquia será o fim da parceria com a FUNASA, leia-se Governo Federal, o fim da cooperação entre a SAMAE e o município, a perda de recursos a fundo perdido além de e não poder usar na condição de sócio o novíssimo laboratório de análise de água da entidade que está em construção.
O eminete divórcio entre a Autarquia Águas de Sarandi e o consórcio SAMAE pode se tornar um marco da derrocada da “menina dos olhos” da população sarandiense. É difícil não acreditar que a iniciativa privada está vibrando com tudo isso.
Ouça a entrevista sobre o assunto aqui e aqui.
