A busca e apreensão de documentos públicos da prefeitura de Sarandi está tirando o sono dos “faraós” de plantão. O governo Martini em dez meses de existência tem uma média de quase 11 denúncias de irregularidades por mês. Das 108 feitas até o momento, 45 viraram inquérito. Um recorde.

O clima político na câmara de vereadores hoje (09) era um misto de apreensão por parte dos governistas e de espectativa por parte da oposição. É bem provável que durante esta semana a imprensa regional estampe os graves indícios de irregularidades que são objeto de investigação do ministério público.

Da minha janela penso que a coisa é muito, mas muito séria. Não só pelo clima político que se observa na cidade, mas também pelo aparato que a justiça está dispensando ao caso. A exoneração do chefe de gabinete e do vice-prefeito do cargo de secretário de planejamento parece ser apenas a ponta do iceberg.

É muito estranho que a comarca de Sarandi tenha usado um mandato de busca e apreensão para recolher documentos públicos da secretaria de meio ambiente, justo agora quando se vive um escândalo do lixo. A situação se agrava quando constata-se que durante a diligência os agentes da justiça usavam colete à prova de bala.

Para fechar com “chave de ouro” a suspeita de que os indícios de que o caso é alarmante, vale lembrar que a ação da justiça sarandiense capitaneada pelo promotor Alexandre Misael teve a presença dos promotores Maurício Kalache e José Aparecido da Cruz, ambos de Maringá, considerados uma espécie de  “papas” quando o assunto é o combate a corrupção – como bem lembrou hoje um político na câmara.

Já tem gente que acredita que Cilas Moraes, presidente da câmara, será o novo prefeito de Sarandi já em 2010. O balcão de apostas políticas está aberto e, ao que tudo indica, quem perderá uma “bolada” será o povo sarandiense.