Da minha janela, penso que a saúde é disparado o setor mais frágil do atual governo. Como já não bastasse a ineficiênfia na gestão do setor, a prefeitura está sem agentes de combate à dengue e com os salários dos médicos plantonistas em atraso.
Segundo matéria publicada pelo grupo RPC, quem depende do atendimento de emergência pode ficar inacreditáveis seis horas aguardando na fila. Quanto a dengue, a cidade é a “campeã” em número de casos da doença na região.
Com o “mundo caindo”, o secretário de saúde foi exonerado, pediu para sair ou talvez ainda esteja no cargo. Na verdade ninguém sabe muito bem, pois até agora, o prefeito sequer deu uma satisfação para o povo sobre o assunto, disse que só vai se manifestar no fim do mês ou no próximo. Novos agentes de saúde serão contratados no mínimo em 60 dias. Dois meses é um bom tempo para os mosquitos fazerem a “festa”.
A “farmácia terciária”, que atende especialmente idosos que dependem de remédios de usos contínuos e que estão fora da cesta básica de remédios praticamente foi extinta. Ela era gerenciada pela secretaria de Assistência Social e foi transferida para a saúde, desde então, alguns usuários reclamam que não conseguem mais pegar os remédios.
É um verdadeiro caos que prejudica a classe mais pobre da população e que depende exclusivamente destes serviços públicos, porém, neste momento estão praticamente abandonados.
Detalhe. O prefeito disse durante a abertura da feira ponta de estoque que a coisa pode piorar, uma vez que, segundo ele, com a queda no repasse do Fundo de Participação dos Municípios (FPM) os servidores podem ficar sem receber os salários em dia nos próximos meses. Depois de 8 anos, parece que servidor municipal voltará a ter pesadelos com esse assunto. Certamente isso terá um reflexo negativo no comércio local, por exemplo.
Com tudo isso acontecendo ainda tem gente no governo municipal dizendo que a cidade terá grandes obras em breve, será que vai mesmo? A custa de quantas vidas?
Para fechar com “chave de ouro” o cenário do caos, a prefeitura enviou para a câmara um projeto de lei para criar uma tal de agência reguladora de serviços públicos. Pra quê?
A cidade não tem tantos serviços terceirizados assim e, além do mais, cabe as secretarias municipais fiscalizá-los e não criar mais um cabide de emprego para issso. Nem municípios grandes tem algo deste tipo, por que Sarandi vai inventar uma coisa dessa?
A impressão é que tem muita promessa política e pouco dinheiro do povo para pagá-las. Onde terminará esta insanidade?
O pior é lembrar que toda essa “farra” é financiada com o dinheiro dos impostos que sai dos nossos bolsos.
PS: em entrevista dada a Banda 1, o vereador Bianco fala sobre o grave problema de saúde da cidade.

Bom dia Rogério…
Você compilou um elenco de realidades históricas, não só de Saúde, mas pulverizadas pelos demais segmentos de políticas públicas locais (Assistência Social, Educação, etc..).
É salutar entender como se desenvolveu este processo político ou, melhor dizendo, com se contextualizou esta “epidemia de problemas” na gestão pública.
Hoje em Sarandi temos um Gasto Total com Saúde que gira em torno de R$ 11.809.414,27, sendo que o gasto com saúde por habitante fica na casa dos R$ 133.068,32 segundo o Portal do Controle Social (http://www.controlesocial.pr.gov.br/PerfilMunicipalConsultar.aspx).
O que se observa a primeiro momento é que recursos temos, o que nos falta é gestão ou realinhamento dos “egos” dos gestores ou CCs para com a cidade e não para interesses de “grupos”.
Sarandi, de longas datas, não vem se preocupando de fato e de direito com o bom “gerenciamento da máquina pública”, ela, com muitas outras no Brasil, se sustenta dos ampliadíssimos conflitos de interesses traduzidos nos imorais “jogos políticos” tipificados aqui como “politicagem” ou “bastidores do poder”.
A transparência e a publicidade realizada como pré-determina a Lei de Responsabilidade Fiscal, você sabe muito bem que, pela complexidade de seu teor jurídico, impossibilita o cidadão comum compreender o mínimo necessário para agir com a cívica fiscalidade participativa constituída em lei o que, certamente, precisa ser revista.
Além, é claro, de citar como nossa cidade foi constituída, de início, com fins meramente especulativos e depredatório, tanto socialmente, quanto economicamente e, por isso, trouxe no seu contexto uma formação de lideranças políticas através de uma “Cu-r-tura” revanchistas e perseguidora e altamente clientelista.
Estes fatores, contextualmente, interatuam e se interpenetram como co-responsáveis para a concepção gestora centralizadora que ainda impera em sarandi. E este desafio de reformatar o método de conduzir a política ou o “poder local” está começando a dar indícios de mudanças sensivelmente.
Um destes balizadores desta reformatação está, exatamente, no realinhamento dos interesses dos atores sociais (digo, Mídia Integrada – TV, Rádios, Blogs e Jornais impressos) aliadas às Sociedade Civil Organizada (Associações Bairros, ONGs, Igrejas, ASIS etc) que se mudara o foco para Sarandi como cidade, e não apenas como seu “quintal político”.
Estas ações estão sendo orientadas por diretrizes desenvolvimentistas e articuladas como jamais foram continuadas nestas bandas da região metropolitana de Maringá que, como um todo, se fortalecerão pela isenção, independência e autonomia da informação, além do compromisso de alavancar o desenvolvimento social, político e cultura da cidade.
Portanto, sua insatisfação com realidade coincide com a do povo, porém o mesmo não aprendeu a perceber a força dos seus “Direitos” e que, ainda, a mídia integrada de sarandi necessita recompor estes “vazios de direitos” nos demais bairros e na sociedade como um todo através da ampliação das “vozes cidadãs” anônimas para, finalmente, os munícipes, eles próprios, também, possam contribuir para “repensar Sarandi”.