Archive for julho 28th, 2009

A notícia chegou

O prefeito de Maringá, Silvio Barros II (feliz da vida), participou do programa Pinga Fogo na TV para falar da da questão do lixo de Maringá. Assista o que ele disse e se prepare, pois na velocidade em que as coisas estão, a sujeito pode sobrar para Sarandi.

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Ufanismo

Depois de assumir a prefeitura e sumir da cidade. Dizer que é contra a vinda do lixo de Maringá para cá e depois mandar para câmara uma lei que praticamente legalizava o eminente acordo entre a Pajoan e a prefeitura de Maringá. Agora Martini resolveu dizer que recursos conseguidos por outros governos são conquistas dele.

Sitando a obra de rede de esgoto, iniciada ainda na gestão anterior, Martini teria dito que “investimento mesmo, começou agora. A taxa saneamento de Sarandi é de apenas 5%. Conseguimos recursos do governo federal, pelo Ministério das Cidades, para elevar esse índice para 30% ou 40%”.

Dados imprecisos

O prefeito declarou ainda que 70% da arrecadação do município vem de recursos federais, o estranho é que até o ano passado esse montante era de 50%. Qual é o milagre, pois se os recursos diminuíram, como é que dependência aumentou?

Confuso

Outra coisa que me chamou a atenção na entrevista foi o que Martini considera como prioridade para o município. Primeiro ele disse que a prioridade número um é asfalto, depois fala sobre o desenvolvimento sustentável como algo secundário, da minha janela, penso que um governo moderno deveria priorizar o desenvolvimento que, por consequência, traria as melhorias como  a do asfalto, mas, “cada cabeça é uma sentença”, já diz o ditado. Sem dizer que a saúde sequer foi abordada pelo prefeito.

Positiva?

Martini também disse ao jornal que a relação com Maringá é positiva por que segundo ele “vivemos num contexto de região metropolitana”. Só gostaria de lembrar ao prefeito que até agora a região metropolitana serviu bastante a Maringá, vejamos:

  • Contornos sul e norte só contornam Maringá;
  • Lixo de Maringá, vai parar em alguma cidade vizinha e, ao que tudo indica, será mesmo em Sarandi;
  • Sistema de transporte público só faz integração nas linhas urbanas de Maringá;
  • Na saúde, servimos a comunidade maringaense acolhendo os acidentados no Hospital Metropolitano e o consórcio do CISAMUSEP só serve para dividir cotas de consultas que, por sinal, são insuficientes para a demanda.

No fim das contas, onde está a vantagem? O prefeito Milton Martini parece estar sofrendo de um “otimismo” ufanista nos últimos tempos.

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Escrivaninha de Babel

Está é uma dica para quem gosta de crônica. Fábio Castaldelli é meu colega de classe e é muito bom em escrever o que se propõe e está de blog novo, vale a pena conferir a “Escrivaninha de Babel“.

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O silêncio da sujeira

Da minha janela fico pensando… a questão do lixo de Maringá está remoendo nos corredores fétidos do poder político maringaense a quase uma década, e agora, os monarcas estão doidinhos para jogar sua sujeira em nossa “casa”.  Tudo em caráter “provisório”, claro. Toda vez que ouço o termo “provisório” na política, sempre me lembro da CPMF. Fala a verdade, nos vizinhos são “bunitinhos” não são?

Vale o alerta, na minha opinião, a nota da prefeitura de Maringá emitida semana passada foi uma artimanha para acalmar os ânimos. A intenção de trazer o lixo para Sarandi ainda existe e se uma lei que impeça isso não for aprovada, a coisa vai “feder”.

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Em busca de notícias sobre o lixo

Por Ronaldo Nezo:

“O problema do lixo se arrasta em Maringá. Nem sei quantas vezes já fiz matérias e entrevistas sobre o assunto. Recordo das dezenas de textos que escrevi ainda quando o PT administrava a cidade. Depois, produzi outras matérias com o então secretário de Meio Ambiente, José Croce Filho. Já ouvi outras pessoas do município, do Ministério Público, pesquisadores e ambientalistas. Mas até agora a questão não foi solucionada. São tantas idas e vindas…

Vi nesta terça-feira a manchete do Hoje Notícias. Trata da abertura de uma licitação para contratar um aterro sanitário. Maringá não pode depositar os resíduos em seu antigo lixão. Em caráter provisório, a prefeitura diz ter o objetivo de pagar para uma empresa dar a destinação adequada para as 300 toneladas produzidas na cidade. É uma alternativa…

Por conta disso, resolvi ouvir alguém da prefeitura. Mas ninguém quis falar. Motivo? A licitação ainda não foi iniciada. Fiquei com a impressão que o “entrevistado” não teria resposta para algumas questões simples. Apresentar datas, falar sobre as exigências do edital, por exemplo. E, claro, sem deixar de dizer onde existiria na região uma empresa (e um local – um aterro sanitário) disposta a receber R$ 70 por tonelada do lixo retirado de Maringá.”

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Sarandi na web

  • Observatório: Professora da UEM fala sobre dados da cidade;
  • Sujeira: Maringá abre concorrência para destinação do lixo;
  • Em casa: Jovem e baleado enquanto dormia e polícia desvenda o caso;
  • Crescimento: Apesar da concorrência de Maringá, comércio local melhora;
  • População: Sarandi tem crescimento populacional maior, pobreza preocupa;
  • Súdito: Martini acredita que a relação é boa;
  • Reforço: Ong pode comprar a briga;
  • Assinaturas: Começa a coleta de assinaturas contra o lixo;
  • Biriba: Apresentador esclarece sua situação na tevê;
  • Na TV: blogueiros podem apresentar programa em emissora local;
  • Pergunta: Onde estavam os nossos deputados na hora em que Sarandi mais precisou?
  • Denúncia: Moradores reclamam de deposito irregular de lixo.
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