- Written by
Rogério Rodrigues
- Posted at 1:44
Soou de forma muito estranha a forma em que o prefeito de Maringá e as autoridades que defendem que o lixo maringaense venha para Sarandi abordaram o tema na reunião de hoje (20) à tarde. Os que esperavam um tom conciliatório se surpreenderam, pois para alguns presentes, o prefeito quis enquadrar os integrantes da comissão.
Na visão de Sílvio II, Sarandi sempre foi ajudado por Maringá e que a cidade já recebeu lixo daqui anteriormente e que os recursos enviados para cá foram conquistados graças aos deputados maringaenses. A fala mais ríspida e o tom de “patrão” usado por Sílvio II nada tem a ver com a “carinha” de bom moço que estamos habituados a ver na tevê.
O “engraçado” nesta história é saber que o prefeito da cidade canção afirma que os deputados federais e estaduais são de Maringá, seriam praticamente uma propriedade deles e que devemos ficar imensamente agradecidos quando eles resolvem nos mandar uma “esmola”, digo, um recurso. Parece que ele reinventou o conceito de deputado federal e estadual. Interessante.
Outra questão curiosa é saber que ele acredita piamente que nós sarandienses devemos favores para Maringá. Será que Maringá é tão “santa” assim e Sarandi só é o que é por livre e espontânea vontade? Será que Maringá seria o que é sem a força do povo sarandiense? Além de dar uma de “chefão da máfia”, aparentemente Sílvio Barros II, como um legítimo representante da monarquia que “nos governa”, demonstrou toda a arrogância, prepotência e preconceito que boa parte da classe política regional nutre por nossa cidade. É uma fato lamentável.
É mais um indício de que a famosa Região Metropolitana de Maringá só serve mesmo para atender os caprichos e apuros da cidade pólo.
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