Archive for julho 19th, 2009

Mobilização tenta evitar chegada do lixo

A segunda-feira promete ser agitada na cidade. Os contrários ao recebimento de lixo maringaense no aterro da Pajoan se reunirão amanhã às 7h30 na Praça dos Pioneiros (antiga praça dos Três Poderes), depois pretendem seguir para a área rural da cidade onde prometem interditar a estrada que dá acesso ao aterro da cidade. O objetivo é impedir que os caminhões de lixo tenham acesso ao aterro controlado.
Os padres da cidade convocaram os católicos a participarem do movimento contra a vinda do lixo de Maringá para Sarandi. A mobilização conta ainda com panfletagens, corpo-a-corpo e carro de som nas ruas.
Como até agora não houve uma opção legal para evitar o acordo entre a Pajoan e a prefeitura de Maringá, as coisas tendem a se acirrarem. O bicho vai pegar.

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Repercussão: blogueiro não recebeu proposta

Nos últimos dias o nome do blogueiro Rafael Gotardo foi ventilado para assumir um cargo de confiança no governo municipal. Este notícia que circula no meio político da cidade não passaria de especulação, é o que garante o blogueiro que me enviou um e-mail falando sobre o assunto. Segue abaixo a declaração de Gotardo.

.hmmessage P { margin:0px; padding:0px } body.hmmessage { font-size: 10pt; font-family:Verdana } “Venho informar que após ver meu nome citado em um comentário de seu blog, no qual eu seria o blogueiro que estaria “negociando” um possível cargo de cc na administração. Informo que vários e vários comentários chegaram até a minha pessoa, mas de concreto não me veio nada, sendo assim não considero o assunto.”

Rafael Gotardo
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Entenda o caso do lixo em Sarandi

Do leitor Leandro:

Esquecendo a questão partidária, pois penso que Sarandi é muito maior que grupos políticos, você poderia nos informar sobre como essa discussão do lixo foi tratada na gestão do Cido. O que acha? Digo isso sem ironia, estou querendo entender tudo isso.”

Atendendo a este pedido, da minha janela, faço um breve relato sobre esta história.
Problema antigo
A polêmica envolvendo o lixo da cidade é antiga. Os problemas são variáveis e vão desde locais impróprios para o depósito – Sarandi tem vários deles utilizados de forma irregulares inclusive pela própria prefeitura – até a privatização do aterro, caso que acompanhamos atualmente.

Sem solução
O lixo foi um dos problemas herdados por Cido Spada e que estoura agora na gestão Martini. Nesta área o mandato do petista foi marcado por soluções paliativas e a situação nunca foi definitivamente resolvida.

Coleta seletiva fracassa
O processo de implantação de coleta seletiva foi marcada por várias tentativas e desgastes. No âmbito interno da administração, talvez o grande erro foi a exoneração de uma diretora da secretaria de Ação Social. Catarina era a assistente social responsável pela organização do processo de formação dos trabalhadores e da coleta seletiva, mas por divergências com o então secretário Adalberto Correia, ela foi exonerada. Deste momento em diante todas as iniciativas fracassaram.

Justiça pressiona
A promotoria pública da comarca passa a exigir medidas imediatas da prefeitura para eliminar o “lixão” da cidade. O prefeito Cido Spada começa a considerar uma solução drástica.

Pajoan se oferece
A justiça dá prazo para o fim do problema. Spada receberia multas diárias no valor de R$ 500,00 caso não apresentasse uma alternativa. A empreiteira Pajoan se “oferece” para administrar um aterro controlado na cidade e “salvar o pescoço” do prefeito.

A polêmica
Capitaneada por Rose Zanardo, então secretária de meio ambiente, a prefeitura inicia os entendimentos para a execução do plano de criar um aterro controlado e privado na cidade. A proposta não recebeu apoio integral nem dentro do governo, nem no PT.

PT se manifesta contra
Diante da eminente aprovação dos planos do prefeito, o diretório do PT se posicionou contra o projeto de privatização do aterro. Encaminhou uma carta a Spada pedindo para que ele desistisse da ideia. Manifestou esta posição à câmara de vereadores e apresentou uma denúncia ao ministério público de Sarandi contra a Pajoan, que tem uma série de problemas com empreendimentos em outras cidades.

Ministério público e vereadores aprovam a privatização
Ignorando todos aqueles que se manifestaram contra o projeto, Spada consegue o apoio da maioria dos vereadores e a justiça aceita a solução apresentada por ele. A partir deste momento a Pajoan passa a operar em Sarandi.

Projeto engavetado
O então vereador Cleiton tentou em vão aprovar uma emenda na lei que proibia o deposito de lixo de outras cidades no aterro operado pela Pajoan. Estranhamente o projeto sequer foi votado. O então presidente da casa, Rafael do povão, não justificou porque a proposta não foi a plenário.

Outras intenções
Mesmo com autorização para operar em apenas 2 alqueires, a Pajoan comprou 12 alqueires de terra em volta ao aterro. É uma clara tentativa de aumentar a área destianda para este fim. A atitude revoltou agricultores que são pioneiros da cidade.

Sobrou para Sarandi
Com a crise do lixo em Maringá, a Pajoan negocia a vinda do lixo maringaense para o aterro situado em Sarandi. A comunidade também se revolta contra a atitude e o movimento contra esta negociação ganha o apoio da classe política e ganha os “contornos” que estamos vivendo hoje.

Vale lembrar que este é apenas um breve relato desta complexa e nebulosa história.

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Mais uma

Enquanto Maringá se gaba do seu contorno norte, Sarandi coleciona mortes no trecho urbano da BR 376. Só nesta semana duas pessoas morreram em acidades na rodovia que corta a cidade.
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