Em matéria publicado no jornal “O Diário”, o ex-prefeito de Maringá, Said Ferreira, revela que o projeto original do badalado contorno norte de Maringá tinha 25 km e também contemplava a cidade de Sarandi. Segundo Ferreira, o projeto foi abandonado por seu sucessor, o atual deputado federal Ricardo Barros, aliado de primeira hora de Martini e presidente estadual do PP, partido do nosso atual prefeito.

Diante deste fato, penso que esta obra, apesar do discurso de modernidade e desenvolvimento econômico, na verdade é uma obra de exclusão. Mais uma vez, Maringá joga no lixo o conceito de crescimento regional para satisfazer o desejo ganancioso de ser “grande” (sozinha), é uma atitude medíocre, pois não dá para crer que o desenvolvimento concentrado apenas em Maringá possa ser “sustentável”, pelo contrário, acentua as desigualdades que no futuro pode ser muito ruim para todos.
Os problemas não param por aí, penso que o quadro é ainda mais difícil, pois diante desta realidade desoladora, políticos, empresários e trabalhadores de Sarandi assistem isso de forma passiva, não reagem. Aceitam como se isso fosse normal. Até quando Sarandi será a cidade dos “cordeirinhos” humildes?
É hora de uma postura mais ativa para mudar esta situação ou seremos sempre obrigados a ouvir histórias como a contada por Said Ferreira.

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