A notícia da possível construção do Arco Sul, que se iniciaria nas proximidades do posto da polícia rodoviária em Marialva, ligando-se a Maringá pelo contorno sul, nos fundos da bairro Cidade Alta, é sem dúvida a notícia mais importante do ano – ao menos até agora – para Sarandi, desde que a obra de fato se concretize obviamente.
Segundo a reportagem do jornal “O Diário”, o projeto é desenvolvido desde 2007, nos “porões” do Dnit sob a batuta e a articulação do governo de Maringá, tudo isso bem longe do conhecimento público (credita-se o termo “porões” e “batuta” a impressão que tive ao ler a matéria). Outra impressão que tive é que mesmo quando “ajuda” outras cidades da Região Metropolitana Maringá tem como objetivo número um o benefício próprio, traduzido no texto com o termo “metrópole linear”. Tudo isso diante da inércia das lideranças locais que parecem sofrer de uma espécie – não rara – de miopia, que impede o desenvolvimento local.
“Detalhes” a parte, o importante nesta história toda é que se a obra vingar, Sarandi terá a oportunidade histórica de se consolidar no cenário regional. Estrangulada por parques industriais sem infraestrutura e carente de áreas novas para destinar a este fim, a abertura do Arco Sul pode se tornar a mola do desenvolvimento da região sul da cidade e, além disso, propiciar uma era de desenvolvimento econômico jamais visto aqui, pois finalmente ‘teríamos’ algo interessante a ofertar para quem estiver disposto a se instalar num eixo estratégico do Mercosul.
Evidentemente, esse é um passo que deve ser bem conduzido, com metas claras e objetivos comuns e que beneficiem a sociedade e não meia dúzia de empresários.
Nossos vereadores devem estar atentos a este processo, uma vez que o novo plano diretor está na Casa de Leis para ser votodo, porém, tendo em vista o impacto da obra, a prefeitura deveria retirá-lo e fazer as adequações necessárias na lei.
Vamos torcer que nossas autoridades tenham juízo para não estragar a coisa.
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