Texto 1 – Rosângela Bittar (íntegra)

Aguerrido, como se sabe, no presente, mesmo sem muitas opções à escolha, o PT, ao contrário de seus principais adversários, preocupa-se, sim, com o futuro, e tem permitido que novas lideranças, insinuadas nas duas últimas eleições majoritárias, desenvolvam suas chances. Exemplo puro desta situação é o da paranaense Gleisi Hoffman, 43 anos, dois filhos, duas campanhas eleitorais – candidata a senadora, teve 2,3 milhões de votos (começou com 2%) quando o vencedor ganhou com 2,5 milhões, e candidata a prefeita de Curitiba, recebeu 18% porcento dos votos – é atualmente presidente do PT do Paraná.

Texto 2 – Emir Sader (integra)

O impulso inicial que deu vida ao Partido dos Trabalhadores e desembocou no governo Lula, se esgotou. O dinamismo, a referência, hoje está no governo e não no PT. Este precisa revigorar-se social e ideologicamente, para voltar a desempenhar um papel importante no campo político e ideológico do país, que tem na conjuntura já aberta da sucessão presidencial de 2010 a maior das suas batalhas contemporâneas.

O pobre mortal aqui, eu mesmo…

Opinião é de fato um “trem” esquisito. Dentre os dois textos, penso que o segundo é mais adequado à realidade. Isto não significa que o primeiro seja falso, mas faz um recorte particular, que não responde demandas ideológicas importantes como o segundo faz. Além do mais, a única renovação que a Gleisi representa é a da “cara nova”, pois no pensamento político é praticamente nada, pois faz parte da ala mais “light” do partido.

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