Até o momento, quatro políticos tem seus nomes ventilados para a disputa eleitoral de 2010, todas as candidaturas seriam para a vaga de deputado estadual.
O quase ex-prefeito Cido Spada é o mais antigo a postular o cargo, porém, terá que negociar em duas frentes. A primeira é com o dep. estadual licenciado e o secretário estadual de planejamento Ênio Verri, a segunda é conter a virtual candidatura do professor Adauto, quinto mais votado como candidato a vereador da cidade e não se elegeu por causa da legenda. Se Verri optar pela reeleição, Spada provavelmente deve abrir mão da disputa. Restará saber qual será a compensação que ele poderá ter em troca. Por outro lado, se sair candidato e não conseguir conter a candidatura do professor Adauto, a coisa se complica ainda mais, pois sua eleição estaria praticamente inviabilizada.
O segundo de olho em Curitiba é Carlos de Paula. Com sede por novos horizontes, o recém eleito estaria disposto a deixar a cidade sem vice-prefeito para subir um degrau no cenário político, assim como fez Marquinhos Alves em Maringá durante o mandato de Gianotto. Ele já manifestou este desejo publicamente em entrevista à Rádio Cultura de Maringá, quando foi entrevistado logo após a eleição. Apesar de ter o apoio do senador Osmar Dias, o vínculo de Martini com a família Barros certamente pesará para que a candidatura se confirme ou não. Afinal, os Barros mandam e se isso colocar em risco a eleição de alguém do clã maringaense, certamente o vice terá que terminar o mandato.
Já Walter Volpato não chega a ser um nome de última hora, mas pode se tornar realidade para 2010 depois do bom desempenho em outubro. Ligado ao empresariado, Volpato já é aclamado candidato por seu correligionários. Ele teria o caminho praticamente livre dentro do ninho tucano, uma vez que o partido não tem nomes tão fortes como o PP ou PT na região. Seria uma alternativa de eleição ou, na pior das hipóteses, de fortalecimento da sigla na cidade visando 2012.
Por fim, surge o nome do professor Adauto. Força emergente na cidade, busca se firmar como o novo e o diferente na política local. Tem como pontos fortes uma base consolidada por sua votação em outubro e um considerável apoio da juventude, porém, terá que novamente lutar contra a máquina partidária, uma vez que o grupo de Spada domina o PT na esfera estadual e isso pode sepultar a candidatura do professor.
Diante deste quadro, a realidade é uma só. Se tantos candidatos locais forem confirmados, somado aos “forasteiros” que tiram muitos votos aqui, será difícil Sarandi ter novamente um representante na Assembléia Legislativa.