Definitivamente o debate entre os candidatos a vice-prefeito não esteve a altura da iniciativa. Foram poucos os momentos em que os debatedores tocaram de fato na ferida.
A exemplo do horário eleitoral, eles judiaram do português algumas vezes. Um dos poucos “pegas” do certame foi quando Jacovós atacou o vice de Martini. Questionado sobre o que ele acha de candidatos que transformam a prefeitura em um cabide de emprego, Carlos de Paula disse que não conhece o candidato que está prometendo cargos antes de ser eleito. Essa é uma informação interessante.
Talvez por ter familiaridade com a TV, Carlos e Jacovós se expressaram melhor. Riberto até tentou, porém, em várias oportunidades sequer utilizou todo o tempo a que tinha direito, bem ao contrário do André da Imobiliária, que em muitas vezes parecia fazer um discurso raivoso e estourou o tempo várias vezes sem concluir o pensamento.
Entretando, o mais grave do debate foi a falta de conteúdo. As perguntas foram pobres, do tipo, “fulano, qual é o seu plano pra isso?” As respostas, na grande maioria das vezes, não passavam de uma espécie de protocolo de boas intenções, os candidatos prometiam mas não disseram como realmente pretender executar suas promessas. No máximo diziam que o Lula e o Requião iriam ajudar.
Assim que for publicada a versão impressa do meu comentário, eu a colocarei aqui. Nela eu detalho com mais propriedade os lances mais importantes do debate.
Por enquanto, vale registrar a iniciativa da emissora, que faz história no sul do país ao realizar o primeiro debate desta natureza na região e o gostinho de que o debate final entre os prefeituráveis, no dia 27, seja mais rico para o eleitor.
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