Valter Volpato novamente dará asas ao seu sonho de ser prefeito. Estigmatizado como “eterno” candidato, se não conseguir se eleger desta vez, o “filho da terra” definitivamente se tornará folclore na cidade.

A seu favor, a fama de bom administrador, pois, conseguiu acumular riquezas ao longo dos anos sem precisar sair de Sarandi. É o empresário que se deu bem nos negócios. Ele está na história por ser quem a mais tempo dirigiu (ainda dirige) a ACIS (Associção Comercial e Industrial de Sarandi), carrega consigo o sobrenome de uma família tradicional da cidade, apesar desta possuir comportamento político heterogênio e não tem nenhum “pecado” grave que desabone sua conduta pública.

Porém, para ter chances reais de vitória, é necessário um clima de mudança no período eleitoral e que a população deposite nele o voto de guinada, ou seja, precisará que a seu favor seja criado um clima parecido com que aconteceu com Spada e o PT em 2000. Não que ele represente o novo na política, mas, por falta deste personagem nas eleições de outubro, a população pode dar uma oportunidade para alguém que nunca esteve lá.

Contra ele, pesa o fato de não contar com lideranças locais com peso eletoral, um dos sintomas disso, foi a facilidade com que De Paula o tirou do comando do PDT sarandiense. Seu arco de aliança também não será lá muito impactante e isso se refletirá na chapa de candidatos a vereadores que o apoiará. Outro aspecto negativo é seu temperamento, as vezes explosivo, que não combina muito com um perfil de prefeito. Lembro-me de um “entrevero”, tempos atraz, entre ele e o vereador De Paula durante uma sessão da Câmara, isso prejudica a imagem de alguém que terá que se relacionar o tempo todo com os vereadores.